Como já dito anteriormente, a regra de poder dizer se uma banda é ou não realmente uma boa banda, seria escultar o segundo álbum. Ouvi-lo e dizer que é bom, seria a sua prova de fogo, especialmente se o primeiro tiver sido um sucesso. Assim se tem passado ao longo dos últimos anos, com a constante evocação desta regra. E 2007, longe de ser exceção, foi o ano internacional da consumação dessa legislação musical. Arcade Fire, Bloc Party, os Arctic Monkeys, entre outros, são bons exemplos disso, num ano onde nomes para citar nunca andarão em falta. Por norma, há um período relativamente longo de introspecção e maturação entre dois trabalhos em uma banda, porém, com eles foi diferente, depois de em 2006 lançarem o megalómano Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not, libertam já em Abril de 2007 este Favourite Worst Nightmare. Como seria de esperar com eles, deu certo.Este segundo álbum desfaria mais do que meras dúvidas musicais. Aclamados, apesar de serem alheios a esse meio, como a face do fenómeno MySpace, era a altura de se afirmarem como banda de música, mais do que como porta-estandarte de um movimento e de um tipo de comunicação e linguagem. Essa afirmação está feita. Os Arctic Monkeys são uma banda. Não são aqueles tipos da Internet. São a banda que, depois de arrasar os tops ingleses e europeus, está de volta. Ser jovem, imberbe e irresponsável é o novo preto. Está na moda.Falando de Favourite Worst Nightmare propriamente dito, essa juventude é, uma vez mais, a grande virtude. Músicas rápidas, alucinantes, simples, meia bola e força. Se antes as parecenças com Franz Ferdinand e com um tom mais Pop-Rock dançante eram fulcrais, aqui fica-se com a sensação de que a coisa ficou mais séria. Ou pelo menso mais pesada. Cheira aqui e ali a crescimento. Sentem-se uns pelos da barba a nascer em forma de música mais arranjada e composta. Não se aconselha. Façam a barba, mantenham-se jovens. Mantenham-nos jovens. Foi por isso que surgiram.Escultem se forem jovens. Pô pai, sou jovem, uahuahuhaua
Apertem os cintos

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